Uma musica do leque under ground dos Joy Division, onde atração, o erro, o drama, a dor, um sentimento de frustração, estão tão presentes.
Uma musica de alguem que sofre no seu anterior incapaz de transmitir olhos nos olhos o drama que vive, a separação é o fim do jogo.
Um concerto memorável, onde Ian Curtis entra em êxtase, onde é Ele contra o mundo, os colegas sem se aperceberem disso, contribuem para a sua catarse, um grupo de facto muito á frente do tempo. o que dizer, 56 minutos de puro som, bruto, de intimidade, paixão, simbiose entre arte, vida, sofrimento, valores, mensagem.
Um som bruto, negro, puro, distorcido como eram os Joy Division.
JOY DIVISION «Here Are The Young Men Live Full Version»
Um concerto arrepiante, de uma banda Ela própria arrepiante, que está muito para alem da sua obra, do seu tempo, é eterna, pois criou uma criatura quase que do alem.
Um concerto qual noite do sacrifício, intimismo é latente, faz parte da carne, entranha-se nos ossos.,
Ian Curtis e os seus pares rejubilam, Ele próprio entra em transe, criativo, bucólico. uma humor negro, decadente, mas ao mesmo tempo realista de um estado de alma genuino. Joy Division eram assim unicos.
Joy Division podiam ser «one men Show», mas na pratica todos contribuíam para a brutalidade de um grupo que valia pelo todo.
Um documento fantástico gravado em Camara Super 8.
Joy Division - Transmission, Interview com Stephem Morris (live @ BBC)
Muito interessante esta actuação ao nível do que de melhor fizeram os Joy Division, Para alem disso é muito actual esta temática da Televisão e as Rádios, Entre as Rádios que são comerciais e de musica alternativa, Nesta altura já se discute no fundo das alternativas ás massas, a questão e colocar produtores de musica alternativa e de radio e televisão alternativos e um radialista e produtor de uma radio comercial, É claro que o grande divulgador dos Joy Division na TV Granada, inquiriu o radialista da dita radio comercial se passava Joy Divison, claro que não passava na sua radio musica de Ian Curtis. Porque a cultura POP é assim mesmo, para massas, a qualidade, o diferente é pouco comum. Excelente documentário este.
Ian Curtis era um doente epiléptico, a sua vida estressante levou-o ao esgotamento total, fez tudo o que não devia fazer, o descanso, uma vida regrada, não soube lidar com a doença e os seus condicionalismos, mas também o que podíamos esperar para alguém no auge da vida 22 anos,
É impressionante que Ian fez da sua desgraça uma referência, a dança epiléptica, a mascara de dor, o estado quase que paranormal, êxtase,climax emocional, que fez e faz dele unico,
Uma musica que é um preludio do futuro , do analogico para digital, que fala de algo ue já está na mente da mente brilhante que é Ian Curtis. Não é de estranhar já se fazia musica como Krafwerk.
Uma musica muito á frente do seu tempo.
Live Appearances 1979-1980 « concerto da simplicidade»
Os Joy Division eram uma banda que não oscilava muito do registo ao vivo do de estudio.
Os efeitos de estúdio resultavam plenamente ao vivo. Aliás era fundamentalmente uma banda de palco, de atuação, Ian Curtis doava-se, entregava-se totalmente, era um espetáculo dentro do espetáculo.
Ver a sua performance em palco é um deleite, porque dava tudo, entregava-se , cativava todos quantos o tivessem a ver e ouvir, os restantes elementos eram de uma descrição, mas parecia que tocavam ainda melhor, grandes performances de Bernie e Peter, é de registar, o baterista no seu estilo muito peculiar, circular de tocar era uma base na musica. Mas tudo era simples, tinha um metodo, havia um ritmo, uma cadencia muito propria.
Joy Division fica para historia como a Banda «alternativa » com mais sucesso de todos os tempos.
LOVE WILL TEAR US APART * O AMOR VAI-NOS DILACERAR
Uma musica que é para muitos o grande sucesso dos Joy Division, catapultou-os para um enorme sucesso, póstumo. Gravado numa das muitas fabricas abandonadas nos subúrbios de Manchester, qual melhor sala de ensaios que se podia ter.
Uma musica que é espelho do real drama que já se abatia sobre Ian Curtis. Uma musica profética, que per si já denunciava o que o seu autor premeditava. Um amor que vai-nos dilacerar.
20 setembro de 1978 « JOY DIVISION » aparecem TV GRANADA
Depois de muita pressão a banda de «edifícios devolutos» sai do anonimato e aparece no programa de musica da TV Granada uma televisão nacional, programa esse apresentado por Tony Wilson.
Esta presença neste programa fez toda a diferença, pois relançou o grupo Joy Division para o estrelato, um grupo que continua a fazer fás, tantos anos depois, Joy Division são um grupo de punk, mas um punk, renascido, saído do anonimato e clandestinidade. As líricas falam da cidade, dos seus constituintes, das perturbações que o mundo urbano faz em quem nele vive, o experimentalismo, anti-cultura, não será á toa que a musica apresentada será Shadowplay.
Fica a lembrança desse dia magico em que Ian impôs aparecimento do Joy Division,
JOY DIVISION - mais que um fenómeno, uma revolução
Se Manchester foi uma pedra no charco da musica e da cultura que se vivia até então, com grupos como Sex Pistols, Buzzcocks, os Joy division eram muito mais que isso, revolucionaram o seu tempo, forma visionários, Ian o cérebro do grupo vivia o seu delírio, divido entre drama da sua doença Epilepsia, o casamento mais infiel a Deborah, a sua relação com Annik Honoré,
Apesar destes dramas todos fez boa musica, criou-se imagem, mito, que passados mais 35 anos, continua a encontrar adeptos adeptos- onde Eu me insiro-.
Os Joy Division ajudaram a que a musica underground, punk , sais-se da clandestinidade, para tal tudo se conjugou , músicos, letras, imagem, estrutura profissional por detrás, surgue a Factory Records, tudo era pensado, a forma de apresentação dos EP, Singles,porque em Manchester não havia uma discografica, então tudo foi criado, mas era mais que uma simples discográfica, pensavam em tudo, aparecimento novas bandas, espaço para atuarem ,agenciamento, design grafico, enfim tudo.
Era como trazer os sons da rua para a ribalta, pôr pessoas inteligentes a trabalhar para um meio muito maior.
Bandas como Joy Division, Buzzcocks, Happy Mondays, New Order, entre muitas outras surguem disto.
Mas a banda de Ian, Peter,Bernard e Steven vieram para marcar um tempo e definitivamente são uma banda de culto, única, por isso, é que ainda hoje «existem», não pelo mito da morte de Ian , mas porque a musica é única. Ano após ano vão-se reproduzindo coletâneas, ré-edições de álbuns,
Um grupo que não precisava de adereços era a sua musica e a iconografia melancólica que as letras e musicas transportavam.
Os Joy Division foram talvez um produto bem pensado muito para além da musica, as imagens, os icones, as capas dos discos.
Peter Hook nesta entrevista, põe a nú a fragilidade do momento da morte, a forma como não se aperceberam da importância do momento, afinal tinham 23 anos, não sabiam como reagir, Ian Curtis era único, não tiveram tempo de se despedir, ficaram em choque sem saber o que fazer. Depois de verem todo o ambiente á volta do funeral, as manifestações de carinho e afeto, é que se aperceberam da importância que tinham para os fãs, que afinal já os tinham. Mais marcante foi ver o tele-disco «Atmosphere» onde aparecem aqueles anjos e demónios é que perceberam a decadência do momento e sentiam-se frustrados por não terem percebido a medida em que Ian estava deprimido.
Para a banda a musica era o mais importante, foi o ponto alto da sua carreira, respeitava-se muito a vida privada d cada um, o que fez com que não se apercebessem ou o quisessem saber, de todo cada um vivia o seu momento . Excelente momento descontraído onde se fala do assunto já sem assombramentos.
«Control» JOY DICVISION - o filme relâmpago de uma carreira-.
Filme biográfico sobre os Joy Division, mais concretamente sobre Ian Kevin Curtis. Filme de 2007 realizado por Anton Codijn, baseado no livro da esposa de Ian, Deborah Curtis com o nome de «Touching from a distance», argumento adaptado por Matt Greenhalgh.
O elenco do filme apreciem bem as semelhanças dos atores com os próprios.
Ian Curtis Sam Riley
Deborah Curtis Samantha Morton
Annik Honnoré Alexandra Maria Lara
Bernard Sumner James Anthony Person
Stephen Morris Harry Treadaway
Peter Hook Joe Anderson
As semelhanças são imensas, nesse domínio a escolha dos atores foi criteriosa.
Mas no filme está bem retratado todo o ambiente socioeconómico e cultural, da época, o ambiente propicio ao aparecimento de uma contra-cultura.
Explica bem o ambiente familiar e Ian , do seu trabalho que o deprimia, pois lidava com os desempregados, o seu precoce casamento com Deborah, transpareceu ter sido algo que lhes permitiu emancipação, mostra de forma correta a influência que teve os clubes onde a musica Punk ganhava expressão, nomeadamente um concerto dos Sex Pistols. Do gosto que Ian tinha para a poesia, a forma como foi convidado ou se fez convidado para formar warzowa, mais tarde rebatizado de Joy Division.
Em pesquisa feita posteriormente parece que os entendidos viram nele imprecisões historicas:
O filme mostra Ian Curtis unindo-se ao Joy Division quando Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris
já estavam na banda. Na verdade, a banda teve uma sucessão de
bateristas (incluindo Terry Mason, antes de se tornar o empresário da
banda) antes de Stephen Morris, que foi admitido em grande parte por ter
sido colega de Ian Curtis no colégio.
Ao contrário do boato, Tony Wilson não assinou o contrato com seu próprio sangue. O Joy Division sequer assinou um contrato com a Factory Records.
Quando se casou com Deborah Curtis, Ian Curtis tinha um corte de
cabelo curto. No filme, na cena em que estão se casando, ele tem cabelos
longos.
O sobrenome de Stephen Morris tem apenas um S, e não dois, como dito por Tony Wilson.
A casa original de Ian e Deborah Curtis, número 77 da rua Barton em
Macclesfield, foi usada no filme. Entretanto, o casal não passou toda a
vida de casados lá; eles viveram com os avós de Ian em Hulme, Manchester, ocupado uma casa em Chadderton Oldham antes de comprarem a casa de dois quartos da rua Barton.
A performance no Granada Reports, no dia 20 de setembro de 1978, conforme mostrada no filme, mostra a banda tocando Transmission ao invés de Shadowplay, a música que eles realmente tocaram.[15] A banda tocou Transmission no programa Something Else, da BBC2, no dia 15 de setembro de 1979.[16]
A cadela de Ian e Deborah, Candy, não aparece no filme, apesar de Ian carregar uma foto dela em sua maleta.
Perto do final do filme, Ian retorna à casa de seus pais em
Macclesfield para morar com eles. De acordo com o livro, nesta época
seus pais viviam em Moston, Manchester.
CENAS/IMAGENS DO FILME
O filme no Youtube.
« Eu existo da melhor forma possível, o passado faz parte agora do meu futuro, o presente está fora de controle. » disse sergio neves