De fato a banda pós punk de Manchester não pára de me surpreender, eis que estou a fazer uma pesquisa no youtube e deparo-me com um album de homenagem á banda de Ian muito boa a versão por sinal já com 20 anos , mas de uma grande qualidade fantástico, imensas bandas como : Autmomatics, Pribata ibaho, Sr.Chimarro, Explosivos Acme, Submarine , Sweatwater, Los Planetas, Supernova.
Homenagem que tenta dar um cunho muito pessoal, no fundo é reinterpretar as musicas destas enorme banda.
DEBORAH CURTIS « de inspiração, a pressão e a fuga»
Ian Curtis casou com Deborah em 23 de Agosto de 1975, as foto mostram 2 jovens felizes, que com esta união de amor e perante sociedade ganham a sua emancipação. Casaram muito novos, poder-se-á dizer, mas foi uma opção muito óbvia para a época. Ambos empregados apesar de tudo uma raridade numa época de grandes convulsões, desemprego, contestação social, desindustrialização e decadência de uma Grã-Bretanha que via a sua industria ser ultrapassada pelo oriente - nomeadamente Japão ,Coreia-.
Ian e Deborah tinham tudo para serem felizes, mas o futuro vocalista dos Joy Division desconhecia de a melancolia, os seus constantes estados de humor, transportavam em si, epilepsia, aliás todos os que casam novos sentem ao fim de algum tempo o sentimento de precipitação, daí a sua fuga da vida domestica, para a poesia, vários medos tomam parte de Ian, desde logo o medo de magoar Deborah, a censura de uma sociedade apesar de tudo muito conservadora, o medo do abandono. Estes sentimentos se na vida real o afastam de Deborah, por outro aproximam-no dela na poesia, pois o foco das suas letras é muito deste drama pessoal.
Daí que da inspiração, ao peso da responsabilidade o leva a uma forte depressão, fruto da encubação em si de uma doença terrível, para sendo Ele musico.
As letras Ian caracterizam-se por serem melancolicas, de um amor negro, distante, de ruptura, de fuga, a descoberta de Deborah da relação extra-conjugal com Annik , é devastadora para Ian.
O fato de não aguentar a pressão leva-o ao suicídio, ao fim de linha. Ficam a letras enormes.
Uma casamento que é também um legado, Deborah apesar de tudo respeita a figura de Ian, e o mundo da musica reconhece-lhe valor, a filha furto dessa relação alucinante, como alucinante foi a passagem de Ian por este mundo que pena!
2 mulheres na vida de Ian ( Deborah e Natalie)
Chega a ser enternecedor a forma ainda hoje carinhosa com Debbie fala do falecido.
A casa simples, suburbana onde o casal viveu e onde Ian ao som dos Iggy Pop retirou-se de cena.
O que teria sido o mundo musica hoje e a vida destas pessoas se naquele fatídico de Ian não tivesse tido a coragem de pôr cobro a uma vida prodigiosa? Pelo menos não pode celebrar 40 anos de casado. Nem de viver a sua relação extra-conjugal que dizia ir pôr cobro.
HISTORIAS e ESTORIAS, A dança peculiar de IAN Curtis
Ian Curtis era o que se podia dizer de «one man show», a sua presença era a diferença, pela comunicação verbal ; afinal as sua poesias estranhas, obscuras, melancólicas , era isso mesmo o que pensava. cada métrica era isso mesmo :
When routine bites hard And ambitions are low And resentment rides high But emotions won't grow And we're changing our ways Taking different roads
Then love, love will tear us apart, again Love, love will tear us apart, again
Why is the bedroom so cold? You've turned away on your side Is my timing that flawed? Our respect runs so dry Yet there's still this appeal That we've kept through our lives
But love, love will tear us apart, again Love, love will tear us apart, again
You cry out in your sleep All my failings exposed And there's taste in my mouth As desperation takes hold Just that something so good Just can't function no more
Era apelas vindos do seu interior , explicitando como ninguém o que lhe ia na alma.
Ian era único, a sua dança era uma catarse de emoções, não era o típico musico a tripar, um curte de heroína , bebida, era antes alguém a vibrar , a ser único , irreverente, a dança epilética de Ian, era o ser com os seus fantasmas, tudo junto.
Algo muito marcante, distintivo dos Joy Division, que segundo os colegas não era porque estivesse sob efeito de alguma drog ou bebida, Ian era mesmo assim.
Warsaw era o nome primitivo da mítica banda Joy Division mais uma vez tratasse de um ideário fruto das memorias e testemunhos ainda muito presentes em finais anos 70 sobre o legado da II Guerra Mundial.
A edição do disco deveu-se ao esforço «monetário » de Peter Hook sobretudo Ele, que despendeu muito das poupanças e dos outros também, o som saiu muito cru, as vozes em muitas musicas são de Bernard, quase que Ian nem se percebe que é Ele, o som sai direto, baixo, Bernard conseguiu que o LP fosse colocado num salão de dança, o que provocou uma surpresa generalizado correndo com todos da pista, as vendas tambem não foram famosas, o grupo recolheu-se e num dos ensaios exaustivos Ian pediu para o baixo Bernard, coloca-se os graves no máximo,e o som sai lindo, como só os Joy Division souberam cativar e sabem diga-se ainda hoje.
Fica a sequencia gravado em Maio de 1978 :
1- ALL OF THIS FOR YOU
2-LEADERS OF MEN
3-THEY WALKED IN LINE
4-FAILURES
5-NOVELTY
6- NO LOVE LOST
7-TRANSMISSION
8- LIVING IN THE ICE AGE
9-INTERZONE
10-WARSAW
11-SHADOWPLAY
warsaw
É um album brilhante fantastico diferente do que havia sido feito até mas brutal.
Um grupo que em vida não eram especialmente cuidadosos com a imagem, faziam a sua própria imagem. São hoje umas maquinas de fazer €€€, ficam exemplo de alguns modelos homem e Mulher.
Sã ode facto uma grande referência que perdura, mas ainda hoje a indumentara de muitos jovens e não jovens.
sem mais
sergio neves
sábado, 3 de outubro de 2015
FILMES/VÍDEOS/DOCUMENTÁRIOS,
Um documentário que espelha bem o que eram os Joy Division, um grupo urbano que quis marcar um tempo, sem se aperceber isso, pelos menos Peter, Bernard e Stephen, porque Ian Curtis sabia que marcava um tempo, e talvez por isso não tenha aguentado a pressão, dos seus dramas pessoais - Epilepsia, Separação e relação extra-conjugal-. Fortemente influenciados pelo pós-guerra, desindustrialização da Inglaterra, o declínio de uma sociedade capitalista, será campo fértil para surgir tendências contra-cultura, de rutura com tudo os cânones, Sex Pistols e demais grupos respondem a essa mudança, um deles os Joy Division , vão deixar uma marca indelével , porque falam com respeito apesar de tudo da cidade, com influência de William Burrozs e Nietzche, pelo ambiente, as musicas de Iggiy Pop e Velvet ground.
Vale a pena ver este documentario até fim porque expressa de forma clara o que era movimento Punk, melhor dizendo a nova formula pos -punk de ver as coisas.
Eis que na Carbono Loja de Musica, encontrei este vinil, que não sei sé é pirata, mas é brutal , tem por titulo Warsaw, nome primário dos Joy Division, não tem ano de edição, mas musicas brilhantes não lhe faltam. Estou muito curioso de o ouvir no gira-discos com agulha nova e desculpem que vos diga, o som não tem nada a ver, é muito melhor que dos CDS.
Partilho pois com os meus leitores esta relíquia, com a etiqueta da RZM PRODUCTIONS LTD,
side A
all of this for you
Leader's of men
They Walked in line
Failures
Novelty
No love Lost
side B
Transmission
Living in the ice age
Interzone
Warsaw
Shadow play
Devo dizer que é um disco completo têm aqui as melhores musicas dos Warsaw/Joy Division ; Shadow play e no love lost por i.e.